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Número de ativistas ambientais mortos no Brasil duplicou em 2025

Número de ativistas ambientais mortos no Brasil duplicou em 2025

O número de ativistas ambientais mortos no Brasil duplicou em 2025, tornando o país o segundo mais perigoso do mundo para defensores do ambiente, depois da Colômbia, segundo um relatório divulgado pela organização não-governamental (ONG) Global Witness.

A Colômbia e o Brasil concentraram 52% dos assassinatos de defensores ambientais registados no mundo no último ano, com 39 e 26 vítimas, respetivamente. Grande parte dos homicídios no Brasil está ligada a disputas por terras, uma fonte histórica de tensão entre comunidades indígenas e grandes proprietários rurais.

“Pode-se matar pessoas porque se tem a certeza de que ficará impune, é quase uma licença para matar”, denunciou à agência France-Press Carlos Lima, da Comissão Pastoral da Terra, organização que defende os direitos dos camponeses e das populações indígenas. “Em geral, quem ordena um assassinato não cumpre pena, não é detido”, acrescentou.

Pelo quarto ano consecutivo, a Colômbia surge como o país mais violento do mundo para os ativistas ambientais, também alvo de pressões e ameaças de grupos armados dedicados à exploração mineira ilegal.

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