Netanyahu nega genocídio em Gaza, enquanto ONU alerta para milhares de mortos soterrados
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, rejeitou, num discurso perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, as acusações de genocídio na Faixa de Gaza, classificando-as como “a maior mentira do século”.
“Israel não cometeu genocídio”, afirmou o líder israelita, que defendeu as operações militares conduzidas pelo país e acusou os seus críticos de ignorarem os ataques do Hamas e o direito de Israel à autodefesa. Durante a intervenção, dezenas de delegações abandonaram a sala em protesto.
As declarações de Netanyahu surgem num momento em que organismos das Nações Unidas continuam a denunciar a dimensão da destruição em Gaza e a exigir acesso ao território para investigadores internacionais. Uma comissão independente criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU concluiu que Israel cometeu genocídio, conclusão rejeitada pelo Governo israelita.
A ONU alerta ainda que milhares de pessoas poderão continuar soterradas sob os escombros.